Guedes + De Campos

TELEFÉRICO DE GAIA – ESTAÇÃO ALTA + TELEFÉRICO DE GAIA – ESTAÇÃO BAIXA

Teleférico de Gaia – Estação alta O projecto surge de um concurso de concepção/construção e exploração. Apesar dos riscos inerentes desta tipologia de concurso, que secundariza e fragiliza o papel do arquitecto, interessou-nos o desafio de intervir numa paisagem tão impressionante como o novo eixo Serra do Pilar – Cais de Gaia e, simultaneamente, conciliá-la com a complexidade tecnológica de um teleférico. No fundo, tratava-se ainda da criação de um novo eixo urbano – axial, funcional e visual – caracterizado pela introdução de um movimento fortíssimo na paisagem. Propôs-se esta tipologia para a cidade de Vila Nova de Gaia com uma abordagem lúdica e funcional, considerando a dinamização do local e do turismo, ligando as caves de vinho do Porto e a marginal (com forte componente de restauração) ao metro e à Serra do Pilar, situados à cota alta.

Teleférico de Gaia – Estação baixa

A implantação do edifício da Estação Baixa na marginal do rio Douro privilegia o uso público do espaço melhorando a acessibilidade, para o que também contribuiu a concepção da peça sobre-elevada que constitui a plataforma de embarque/gare do teleférico. O conceito arquitectónico da estação baixa reside numa estrutura simples e pragmática inspirada na ossatura de um barco: um esqueleto de ferro com ripados verticais metálicos é suspenso sobre uma estrutura central (quilha) em betão, formando duas consolas. Guedes + DeCampos é o escritório formado no Porto, em 1994, por Cristina Guedes (Macau, 1964) e Francisco Vieira de Campos (Porto, 1962). Formados pela FAUP, Cristina Guedes estagiou com Álvaro Siza e Francisco Vieira de Campos com Eduardo Souto de Moura. Docentes na FAULP (CG) e FAUP (FVC), têm sido críticos convidados no dARQ (Coimbra), Academia de Mendrisio e ETH- Zurich, bem como conferencistas em diversas instituições e universidades, nacionais e internacionais. Com participação em inúmeras exposições onde se destaca a “9ª Bienal Internacional de Arquitectura”, em Veneza (2004) e a “Trienal de Arquitectura de Lisboa – Falemos de Casas” (2010), o seu trabalho tem sido nomeado para vários prémios tais como Prémio Secil (2006, 2008 e 2010), Mies Van Der Rohe Award (2009), Prémio IHRU de Construção e Reabilitação 2008 (Menção Honrosa) e Prémio de Arquitectura do Douro 2010/2011 (Menção Honrosa).

Editor

José Manuel das Neves